HKTDC: o elo entre os ecossistemas de inovação do Brasil e de Hong Kong

Um dos grandes benefícios que a tecnologia nos trouxe é a possibilidade de pensar em escala global. Hoje, pouca importa em que lugar do mundo se está: basta estarmos conectados à internet e podemos impactar todo o planeta com soluções que verdadeiramente fazem sentido.

Além disso, outra possibilidade foi potencializada com a ascensão das novas lógicas de produção e comunicação: nós podemos (e devemos) impulsionar no mundo inteiro o que estamos fazendo. Eis, que com este propósito, temos a HKTDC, responsável por promover no Brasil as inovações que ganham destaque no outro lado do globo, em Hong Kong.

Para entender um pouco mais sobre o projeto, nós conversamos com o Account Executive da Hong Kong Trade Development Council, Luciano Novas. O objetivo do bate-papo foi entender como o país pode contribuir com o ecossistema brasileiro de inovação, e vice-versa.

Confira:

De que forma vocês enxergam o ecossistema de inovação do Brasil? Como ele dialoga com o que está acontecendo em Hong Kong?

Luciano Novas: Hoje ainda há uma boa distância entre os dois ecossistemas e estamos trabalhando intensamente para mudar isso. Nós participamos do último CASE e percebemos um potencial enorme no ecossistema brasileiro. Tanto que queremos ampliar a presença do HKTDC em eventos que envolvam inovação e tecnologia. A nossa ideia é conectar as startups brasileiras que tem feito um trabalho inspirador no Brasil, com o hub que é Hong Kong. E para isso, além dos diversos eventos que acontecem na cidade asiática, destacamos a ICT Expo, um dos principais encontros de business para startups.

Como nosso país e Hong Kong podem se unir para fortalecer a economia?

Novas: Hong Kong oferece um poder imenso quando se pensa em escalabilidade para novas tecnologias e inovação devido ao alto nível de conectividade da população. Com isso, a evolução das startups honconguesas é de uma velocidade incrível, criando um know-how que pode ser de grande proveito para os empreendedores brasileiros.

De que forma vocês enxergam as iniciativas empreendedoras do Brasil, sobretudo na área de tecnologia? Como pretendem contribuir com elas?

Novas: Nós vemos um potencial imenso nessas iniciativas que estão aparecendo em diversos polos espalhados pelo país – são muitas incubadoras, aceleradoras e parques tecnológicos, além da presença de empresas de grande porte, que também perceberam esse potencial. Esse talvez seja o momento ideal para o poder público também surfar essa onda e incentivar o empreendedorismo no país.

A melhor forma que o HKTDC pode contribuir com esse momento é convidar as startups a irem para Hong Kong e se conectarem com o que está acontecendo por lá. Especialmente em feiras especializadas, como a ICT Expo, mas também em outros eventos segmentados como a Eletronics FairLightning FairJewellery ShowHouseware FairAsian Financial Forum (ótimo ponto de encontro para fintechs) etc – detalhe: todos esses eventos possuem pavilhões inteiros focados em startups, inovação e soluções tecnológicas. E a melhor parte disso tudo é que o HKTDC oferece incentivos para as empresas visitarem esses eventos que vão desde uma ajuda de custo para despesas com locomoção e alimentação, passando por subsídios de hospedagem até custeio de passagem e hospedagem. Tudo com atendimento e auxílio gratuito através do nosso escritório em São Paulo.

Quais os planos da HKTDC para o Brasil neste ano?

Novas: O Brasil é um mundo de oportunidades e esse momento de recuperação econômica fortalece isso ainda mais. Em 2018 trabalhamos muito próximos dos mercados do eixo Rio-São Paulo, do Sul – com eventos no Rio Grande do Sul e Santa Catarina – e no Centro-Oeste, onde visitamos Goiânia. Para esse ano nossa ideia é ir para o Nordeste, além de manter essa presença nas regiões Sul e Sudeste.

Por que é importante que os empreendedores brasileiros estejam atentos às oportunidades de negócios que surgem em Hong Kong?

Novas: Hong Kong é a porta de entrada para o mercado asiático, onde se encontra metade da população do nosso planeta. Logo, a cidade acaba sendo o ponto de encontro de negócios mais movimentado do mundo, recebendo visitantes e empresas de todos os continentes. Em praticamente todos os importantes index de economia Hong Kong aparece no mínimo no top 3 nos quesitos liberdade e competitividade econômica. E as feiras e eventos do HKTDC é onde isso tudo se materializa. Sem falar que hoje os polos de inovação estão se movendo do Ocidente para o Oriente e Hong Kong está literalmente no meio desse trajeto. Portanto o empreendedor, o empresário, a startup ou quem quer que seja que tenha pretensão de expandir seu negócio, sua ideia, tem que ir para Hong Kong.

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